
Os vinhos de Altitude vêm conquistando espaço entre os apreciadores de vinhos brasileiros. Compõem a “Associação Vinhos de Altitude” vinícolas de duas regiões produtoras, o Vale do Contestado e a Serra Catarinense.
A altitude varia de 900 a 1400 metros acima do nível do mar. O clima único, onde ocorrem as temperaturas mais baixas, no Brasil, influencia diretamente na escolha das varietais e na maturação da uva. Assim, com as mesmas uvas cultivadas, tem-se vinhos muito diferentes de outras regiões de menor altitude e com temperaturas mais elevadas. Em locais de menor altitude e mais quente, a uva apresenta maior maturação e mais rápida. Uvas com maior teor de açúcar teremos vinhos mais alcoólicos, menor acidez, mais frutados. Já em lugares de maior altitude e mais frios, a maturação da uva ocorre de forma lenta e completa e tende a gerar vinhos com maior acidez e frescor.
Mas a temperatura e a altitude não são os únicos fatores que identificam um terroir. O solo, relevo, umidade do ar, incidência de luz, a amplitude térmica (diferença entre a temperatura máxima e mínima durante o dia), além do saber fazer (enólogo), tecnologias, castas e outros fatores, ajudam a definir as características dos vinhos. Vale destacar que quanto maior a amplitude térmica, melhor para o futuro vinho, pois calor durante o dia ajuda a uva a amadurecer corretamente, enquanto o frio da noite propicia à planta um “descanso”, retendo maior acidez e frescor, mais qualidade aromática e maior concentração de cor e estrutura do vinho.
Em geral, a combinação clima frio e altitude, favorece mais as castas brancas, demonstrado bom potencial, especialmente pela boa acidez e frescor. A Serra Catarinense ainda é uma região muito recente no cenário da produção de vinhos. Embora muitos estudos/pesquisas vem sendo feitos, ainda pouco se tem de conclusivo, principalmente sobre as variedades que se adaptam melhor. Entre os vinhos tintos, vem tendo destaque castas de origem Italianas como, por exemplo, a Sangiovese, da Toscana e a Montepulciano, muito cultivada em Abruzzo. Também vem sendo muito cultivadas a Merlot e a Cabernet Sauvignon, originárias de Bordeaux, na França. Entre as brancas a Sauvignon Blanc, também originária de Bordeaux, vêm demonstrando grande potencial na Serra Catarinense.
No entanto, vale muito prestarmos atenção a outras varietais Italianas, que vem sendo experimentadas, entre elas as brancas Garganega, Vermentino e Grechetto (originária da Grécia, mas com maior expressão na Itália, onde é considerada nativa) e as tintas Rondinela, Corvina, Molinara, Refosco Dal Pedunculo Roso, Aglianico, Nero D’Avola e Primitivo, que prometem vinhos interessantes, nas condições da Serra Catarinense.
Entre as 19 vinícolas da “Associação Vinhos de Altitude”, destacamos aqui a DALTURE, que tem pequena produção em um conceito de vinícola boutique. O plantio dos vinhedos teve início em 2001 e, atualmente, conta com 14 hectares das uvas tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Montepulciano e Sangiovese e das brancas Sauvignon Blanc e Chardonnay.
E agora, que tal degustarmos esses vinhos?
No próximo dia 03 de agosto, no Workshop de Harmonização de Vinhos e Carnes Nobres, conduzido pelo Sommelier Prezotto, algumas das preciosidades da Serra Catarinense, produzidos pela Vinícola DALTURE, serão as estrelas. Entre os vinhos que serão degustados, teremos os de castas Italianas Sangiovese e Montepulciano e das Francesas Merlot e Sauvignon Blanc.
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